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Plano Organizacional Diretoria Executiva


Art. 11 - Inciso II - (Compete ao Conselho Curador) ...elaborar em 90 dias da vigência deste Estatuto o plano organizacional de funcionamento e controle das atividades da Fundação, a ser implantado e aplicado pela Diretoria.

A Diretoria da Fundação Mario Covas recebeu, honrada, a distinção a ela conferida pelo egrégio Conselho Curador de elaborar o plano organizacional, e o faz por este documento na forma de minuta a ser submetida à alta consideração do orgão delegante.

À disposição do egrégio Conselho Curador para quaisquer esclarecimentos complementares que julgue necessários,

Pela Diretoria Executiva,

Osvaldo Martins
Presidente

I - Desígnios.

O Estatuto da FMC expressa com clareza os desígnios que inspiraram a sua criação. Esses desígnios são o norte da Fundação, sua razão de ser, seu compromisso permanente; têm a ambição de perenizar o legado de Mario Covas, baseados em valores simples, singelos até, do culto à Liberdade, à Verdade e à Solidariedade.

Assim, a ação da FMC há de refletir a crença nesses valores e nos atributos deles decorrentes. Do culto à Liberdade nasce o apreço pela Democracia; o respeito à Verdade impõe condutas com Ética e Coerência; e a prática da Solidariedade se espalha pelo país no apoio aos excluídos dos padrões de dignidade e justiça inerentes à condição humana.

Transformar essas crenças e compromissos em ação concreta - esse é o desafio da Fundação. O mesmo desafio que Mario Covas enfrentou, e venceu, a vida inteira. Ninguém mais do que ele, na história do nosso país, soube conduzir a ação conforme a pregação. Nosso esforço, o maior que tivermos para oferecer, será para honrar esse legado. Foi por isso, e para isso, que criamos a Fundação Mario Covas.

II - Objetivos.

Os objetivos da FMC são a consecução dos nossos desígnios. Desde as primeiras conversas entre nós, desde o primeiro material impresso - o folheto que antecedeu à instituição da Fundação - nossos objetivos são claros. E constam, com clareza, do nosso Estatuto.

Esses objetivos da Fundação são três, fundamentalmente: desenvolver sua atividade, que é obviamente política, com ênfase na questão social; difundir o ideário político de Mario Covas; e preservar o acervo de Mario Covas.

Sabemos perfeitamente o que queremos e o que vamos fazer. Iniciamos, agora, a discussão do como fazer. E isso nos remete às propostas relacionadas ao funcionamento efetivo da Fundação.

Cabe à Diretoria, tal como lhe foi solicitado, propor um modelo de funcionamento. Certamente não temos, ainda, um modelo pronto e acabado. Até porque, estamos certos, o próprio funcionamento acabará por determinar rotinas e procedimentos.

Mas, temos o dever de propor algo que indique, pelo menos, por onde começar. É o que propomos a seguir.

III - Funcionamento.

Propomos que a Fundação Mario Covas inicie imediatamente suas ações; que mostre aos seus instituidores e à sociedade que sua proposta começa a tomar corpo.

Na verdade, a nossa ação já começou. Temos todos os atos formais concluídos, restando apenas alguns trâmites burocráticos - como, por exemplo, a obtenção do CGC, que está providenciada, assim como a abertura de conta bancária.

Na próxima semana, a Diretoria vai expedir correspondência a todos os 982 instituidores, informando-os a respeito da composição do Conselho Curador e de sua Mesa Diretora, bem como da eleição da Diretoria Executiva.

Também na próxima semana estarão prontos os modelos de diplomas - Diploma de Instituidor - que serão igualmente remetidos pelo Correio.

Não temos, ainda, uma sede. E não vamos esperar por ela para começar a trabalhar. Sobre a sede, vale uma abordagem neste documento, a título de informação e de tema para discussão.

IV - Sede.

Como deverá ser a sede da Fundação? Ainda não temos resposta para essa pergunta. Cremos que ela só virá nos próximos meses, em decorrência da própria dinâmica de funcionamento da Fundação.

Sabemos, por enquanto, onde ela deve se localizar - e por razões óbvias. A sede da Fundação deverá localizar-se em ponto de fácil acesso por transporte público. Idealmente, nas proximidades de estação de metrô.

Não sabemos, por enquanto, se o funcionamento da Fundação se dará mais de dentro para fora oude fora para dentro. Em outras palavras: as pessoas irão à Fundação, ou a Fundação irá às pessoas?

Tomemos dois exemplos, de duas instituições bastante ativas e de grande visibilidade pública: a Fundação Abrinq e o Instituto Ayrton Senna. É provável que a maioria das pessoas presentes nesta sala não saibam onde se localizam as sedes de uma e de outra. É possível, também, que as atividades dessas instituições se realize, em seu dia a dia, de dentro para fora.

E como será com a Fundação Mario Covas? Vamos precisar de algum tempo, cremos que alguns meses, para ter essa resposta.

Independentemente disso, parece fora de dúvida de que deveremos ter uma sede própria. Sabemos que temos condições financeiras de adquirir um imóvel. É nossa opinião que devemos fazê-lo. Mas, que imóvel, que tipo de imóvel devemos adquirir, se não sabemos ainda qual a configuração ideal, que só alguns meses de funcionamento vão nos informar?

Nesse ponto, chegamos à nossa proposta.

1. Alugar (ou obter por empréstimo) um imóvel onde possamos funcionar pelos próximos 12 a 24 meses.

2. Adquirir uma área onde possamos edificar a nossa sede definitiva.

Essa proposta traz algumas vantagens.

Primeiro, podemos nos instalar, ainda que em caráter provisório, em 30 a 60 dias - e começar a operar.

Segundo, teremos tempo suficiente para realizar o melhor negócio imobiliário possível, ao adquirir o imóvel da futura sede definitiva.

Terceiro, esse imóvel poderá ser um terreno vazio, ou mesmo edificado, para posterior demolição - ou, conforme o caso, reforma.

Quarto, os custos serão bem menores, pois a edificação da nova sede poderá atrair doações que vão desde o projeto até os materiais de construção e de acabamento.

Quinto, a sede definitiva terá o formato que a prática de alguns meses nos ensinou ser o melhor, o mais adequado.

V - Ação imediata.

Antes mesmo da sede provisória, pode a FMC iniciar algumas ações.

Por exemplo, lançar o Prêmio Mário Covas.

Na próxima reunião do Conselho Curador, a Diretoria Executiva poderá apresentar um projeto detalhado a respeito do Prêmio Mario Covas. Mas, é possível antecipar alguns itens, apenas para efeito de exemplificar uma ação imediata.

O Prêmio Mario Covas será atribuído em várias categorias e será entregue no dia 21 de abril de 2002. E, nos anos subsequentes, todos os anos, em 21 de abril.

As categorias poderão ser: Prêmio Mario Covas de Cidadania. Prêmio Mario Covas de Solidariedade. Prêmio Mario Covas de Ação Comunitária. Prêmio Mario Covas de Ação Política. Prêmio Mario Covas de Jornalismo.

Cada uma dessas categorias pode contemplar subcategorias, conforme nossos critérios. E poderemos, ainda, conferir um Prêmio Mario Covas Especial, dedicado a uma personalidade brasileira de excepcional destaque em uma das áreas que são objeto da nossa atenção.

Lançar já em junho o Prêmio Mario Covas, sem prejuízo das demais atividades que serão iniciadas na sede provisória, dará à Fundação grande visibilidade na opinião pública do país, tendo em vista a repercussão que se poderá obter na mídia.

Assim como o projeto do Prêmio, algumas outras atividades serão submetidas ao Conselho Curador nas próximas reuniões, para que a Diretoria Executiva possa cumprir a sua missão segura de que o faz devidamente respaldada pelo orgão superior da Fundação.